Ministra da Cultura propõe contratos-programa com CIMAL para dinamizar Bibliotecas Públicas
O Ministério da Cultura quer promover uma parceria com os cinco municípios do litoral alentejano, através de contratos-programa, para desenvolver um conjunto de atividades na rede de bibliotecas públicas da região, enquanto unidades de ação cultural.

Foto: DR
Esta medida do Governo, que engloba quatro programas de ação, quer transformar as bibliotecas em “centros ativos da vida cultural das comunidades”, defendeu a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, após uma reunião com os autarcas da região, esta terça-feira, em Sines.
"A ideia é transformar cada biblioteca numa unidade cultural do território e não apenas atualizar os acervos que já existem, como garantir a presença de um escritor por mês em cada biblioteca e de um professor especialista em Luís de Camões", explicou a governante, em declarações aos jornalistas.
Segundo Dalila Rodrigues, a medida visa igualmente garantir que as bibliotecas "que disponham de espaços para exposição, tertúlias, residências artísticas" passem a ser "centros ativos da vida cultural das comunidades".
Para concretizar este plano, o ministério da Cultura quer ter nos presidentes das autarquias “parceiros diretos”.
"O Ministério da Cultura [quer] ter nos municípios e nos presidentes das autarquias parceiros diretos, uma vez que perdemos as direções regionais na reforma levada a cabo pelo anterior Governo", referiu.
O encontro contou com a presença dos cinco presidentes de Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Sines, Santiago do Cacém, Odemira e Grândola.
Por seu lado, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), Vítor Proença, disse que a proposta do Governo, que vai agora ser analisada, foi registada “positivamente” pelos cinco autarcas presentes no encontro.
"Registámos positivamente", afirmou o representante da CIMAL, lembrando que os cinco municípios do litoral alentejano "têm bibliotecas", alguns "mais do que uma biblioteca", sendo importante conhecer, em primeiro lugar, "o conteúdo do protocolo que a ministra veio apresentar".
"Mas tudo o que seja elementos adicionais para aumentar a leitura pública, o interesse pelos livros, para facilitar a vida ao cidadão no caso da leitura, para os apoios que são concedidos nos empréstimos do livros, na leitura digital, que está a aumentar, tudo isso é bem estimado já que os municípios têm investido bastante por ano na aquisição de fundos e de meios para criar dinâmicas de leitura", referiu.
Enquanto unidades de ação cultural, as bibliotecas irão aderir aos programas “Mais livros para ler” – reforço e atualização dos acervos, em articulação com o Plano Nacional de Leitura; “Um escritor por mês na minha Biblioteca” – circulação de autores portugueses pelas Bibliotecas; “Luís de Camões” – circulação de professores de literatura pelas Bibliotecas do “Residências artísticas” nas Bibliotecas e na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Ainda de acordo com Vítor Proença, durante o encontro os autarcas manifestaram ainda à governante algumas preocupações relativamente às componentes culturais.
"Temos coletividades centenárias, é o caso da Sociedade Harmonia, em Santiago do Cacém, que necessita de intervenção e sozinha, mesmo com o apoio da autarquia, tem de ter apoio estatal porque a coletividade não é um bem privado, só para meia dúzia de pessoas, tem de servir as populações", exemplificou.
De entre as preocupações dos autarcas, surge igualmente a reabilitação de igrejas, como a de Alcácer do Sal, que "necessita de obras de grande envergadura" e do apoio do Ministério da Cultura.
"Por outro lado, temos os Arquivos, a arqueologia subaquática, que necessita de apoios, as filarmónicas que não têm qualquer apoio do Ministério da Cultura e sobrevivem à custa das câmaras municipais", foram outras das questões levantadas, explicou o também presidente da Câmara de Alcácer do Sal.
A este conjunto de elementos, junta-se "o património imaterial" e "a arte do bem fazer" que "também necessitam de apoio", reforçou.
A ministra da Cultura participou ainda na conferência sobre Vasco da Gama, que se realizou no Centro de Artes de Sines, no âmbito das comemorações dos 500 anos da morte do navegador português.
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